Ilustrador Eduardo Vieira desenha para esquecer as pressões do dia-a-dia

Mario Luigi e Peach

Você leva uma vida estressada? Muitos compromissos todos os dias, trabalhando sob pressão do seu chefe e acha que vai enlouquecer? Normalmente, as pessoas que moram e trabalham em cidades grandes, são muito parecidas umas com as outras nesse sentido. Para aliviar as tensões, elas procuram praticar atividades de lazer. E talvez essa foi uma das formas em que o ilustrador Eduardo Vieira encontrou para minimizar um pouco os seus próprios problemas e aprimorar os seus traços.

SONY DSCO cara tem 33 anos, mora lá no Ceará e sempre pensou no seu próprio trabalho como um desafogo das pressões do dia-a-dia, querendo que isso fosse representado pra quem o observava: “Lembro de ler uma matéria falando sobre o design dos personagens de Street Fighter e lá havia uma citação que achei fantástica, sobre uma “regra de eficiência da Capcom” pra designers, que era o “Clichê + 1″: Pegue temas simples e de fácil identificação, coloque uma pequena sacada diferente, e isso já seria suficiente. Com isso, a ficha de como eu gostaria de trabalhar caiu instantaneamente”, conta o rapaz.

Eduardo conta que desenha desde pequeno, mas que  os seus 17 e 19 anos foi a época que teve que dar uma parada, pois o vestibular estava consumindo todas as suas energias. Logo em seguida, o começo do curso de Comunicação Social – que nunca terminou – também não deu muito tempo para ele, mas depois, abandonou perto do final para se formar em Artes Visuais, desenhando esporadicamente.

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jack BaixaAté eu conseguir o meu primeiro trabalho remunerado, meus pais não tinham muita noção de que era possível viver de desenho, pois aquilo não era a realidade deles, afinal. Conforme eu fui crescendo na profissão e conseguindo trabalhos melhores, eles passaram a aceitar melhor a minha escolha”, explica Vieira. “Acredito que o público se identifica rapidamente com o meu trabalho, porque abordo temas comuns a quase todo mundo, como videogame, desenhos animados, cultura pop em geral. Eu tento trabalhar as imagens de forma positiva, emocional, buscando a nostalgia, lembranças bacanas da infância e conceitos simples, que façam as pessoas se sentirem felizes quando vêem as imagens. Gosto que meus trabalhos tenham uma aura bem humorada e muito verdadeira. Acho que o mundo já tem tanta coisa complicada, que a gente tem mais é que descomplicar, mesmo“.

Entre os seus trabalhos com maior repercussão, está a série Super Yakooza Bros, trazendo o universo Mario misturado com a máfia japonesa Yakuza: “O feedback dessa série foi incrivelmente positivo, e ele certamente foi o trabalho que abriu todas as oportunidades que venho tendo desde então. Esse conjunto de imagens já virou camiseta, print, me pôs de destaque em sites de ilustração, entrevistas, trouxe propostas de trabalho. Nem eu esperava uma repercussão tão grande em cima deste trabalho“, finaliza.

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