Ilustrador Douglas Feer ‘bebeu de várias fontes de inspiração’ até chegar ao seu estilo atual

02

Você foi uma daquelas crianças que piravam em desenhos japoneses? Colecionava quadrinhos orientais e era viciado nos games de algumas animações? Então, vai se identificar com o ilustrador Douglas Feer, de São Paulo. O rapaz começou a desenhar quando era bem pequeno, ainda estilo mangá que foi o que mais lhe interessou e que impulsionou a estudar e aprender mais sobre desenho:

“Na tentativa de sair desse estilo, acabei criando o meu, que é o que mantenho até hoje. De qualquer modo, é complicado dizer que é o ‘meu’ estilo, pois bebi de várias fontes de inspiração, e o estilo sempre tende a mudar com o tempo, mas acho que estou me encontrando.  Eu costumo explorar minha criatividade nas ilustrações, e fugir do real. Nunca fui um fã de arte realista, pois de real, pra mim, já basta a vida, então eu costumo fugir um pouco do realismo sempre que possível”, conta Douglas, que tem 23 anos.

04

Feer nunca teve um apoio muito concreto em ilustrar, mas nunca o impediram de desenhar. Era o que gostava e sempre teve liberdade pra explorar isso. Seus pais nunca puderam lhe ajudar com cursos ou coisas do tipo, o que o forçou a aprender tudo sozinho. Ele conta que por um lado isso é bom, pois é nesse momento que percebeu que realmente gostava de desenhar.

“Por um tempo, eu comecei a criar estampas para camisetas, sem compromisso algum. Foi então que eu criei coragem e comecei a mandar para sites especializados, entre eles o Camiseteria. Então eu parei por um tempo, treinei mais, observei mais, e certa vez uma das minhas estampas atingiu uma boa nota, e foi escolhida pra ser vendida no site, depois outra, e logo mais uma depois dessa. Me tornei um designer do site e, no ano passado, tive uma estampa selecionada para concorrer como melhor estampa do ano. Na votação publica ela venceu, e bom, acho que isso torna a The Masters [foto abaixo] o meu melhor trabalho até hoje”, assume Feer.

03

05

Quando começou a ler quadrinhos e mangás, Douglas passou a observar certos artistas que se destacaram, e que estudou para tentar “ser igual” à eles, como por exemplo: Hergé, Mike Mignola, John Romita, Yoshihiro Togashi e Akira Toriyama. Artistas brasileiros também, como Vitor Cafaggi, Fábio Moon e Gabriel Bá, e tantos outros que acabaram se tornando colegas de profissão, algo que jamais imaginou: “Artistas com os quais eu já pude conviver e conversar, e não apenas vê-los como pessoas que eu jamais conheceria. Isso não tem preço. E, da mesma forma como eu tenho meus artistas favoritos, já ouvi novos ilustradores me citando como referência, me pedindo dicas, e bom, isso é demais! Saber que você acaba influenciando outras pessoas de um modo positivo é muito bom”, finaliza.

Anúncios

Um comentário sobre “Ilustrador Douglas Feer ‘bebeu de várias fontes de inspiração’ até chegar ao seu estilo atual

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s