A Terra da Garoa vista por tantos olhos diferentes

Por Raphael Ezonne

Acho que não deve existir nesse Brasil, uma pessoa que não saiba em qual cidade estamos falando quando dizemos “Terra da Garoa”. Uma cidade de inúmeras características, enxergada de vários modos por pessoas de todos os tipos, que abriga pessoas de muitos lugares, é o lugar onde todos se encontram para aproveitar o que ela oferece de melhor: o amor.

Mas quando digo amor, não me refiro àquele amor carnal entre duas pessoas, mas ao platônico, ao desiludido, ao incompleto e até aquele de vó. Sim, aquele de vó que sempre aparece com maior intensidade ainda quando o bom neto vai à casa dela para comer aquela macarronada no domingo, que, vou dizer pra vocês: é bem mais gostosa da que os italianos fazem em suas terras. Mas não é apenas o macarrão que os paulistanos fazem bem, mas as pizzas e todas aquelas massas que os paulistanos comem e sentem um arrependimento enorme, bem no fim do domingo, jurando que na segunda-feira seguinte vão voltar com tudo para a academia.

Se bem que, olhando por um lado: academia pra que se os habitantes da Pauliceia vivem numa correria do trabalho, em pelo menos cinco dias da semana? É uma maratona sem fim, dentro do escritório, dentro da agência, de publicidade ou bancária. Maratona que fecha o ano bem no dia 31, quando dão a largada para a São Silvestre, que por mais que nós tentemos, sempre um queniano acaba levando a medalha dourada.

Mas o paulistano não se decepciona, sempre levanta a cabeça, com aquele velho orgulho de sempre, e começa a criar coisas novas – isso é o que ele faz de melhor. Se algum carioca o chama de “paulista”, ele logo se enfurece. Se alguém se queixa da ausência de praia na capital, o paulistano logo diz que o asfalto é a sua praia. Mas ele não está errado: a criatividade do cara que vive em São Paulo permite que ele substitua qualquer areia ou quiosque da praia por um teatro, um evento à céu aberto, um barzinho da Vila Madalena e até um karaokê, la dá Liberdade.

Liberdade é o que ele mais gosta de sentir. Livre, leve e solto para fazer o que quiser nessa cidade que, tudo parece tão longe e tão perto ao mesmo tempo.

Sendo paulista ou paulistano, não importa. O cara de fora pode até pensar que conhece São Paulo como ninguém quando faz a famosa piada de que o amor é igual a Avenida Paulista, indo do Paraíso à Consolação. Essa frase pode até ser verídica, mas como todo paulistano, ficar uma vida inteira no paraíso pode ser até a melhor escolha a ser feita na vida, por mais que isso possa ser um sonho para quem vive nos extremos da cidade.

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