#SP458anos: A doce poesia de São Paulo

Por Lukas Andreozzi

São Paulo…

De teu café a tua imponência latino-americana;
De teus vilarejos a tuas famosas esquinas centrais,
Sinto cheiro de boemia, riqueza e história.
Vejo tradições, convenções e religiões,
vejo povos, ilusões e luzes, muitas luzes.

Vejo uma locomativa de Sorocaba á Santos, o trem das onze de Adoniran ao
Metrô tão moderno e sempre avante.
O Azul do mar por onde portugueses chegaram,
o Vermelho dos tupi-guarani que aqui existiam.
O Amarelo do maior polo japonês fora de seu país no mundo ao
Verde de sua rica e verde mata atlântica.

Indios da Paçoca, Tucuruvi, Jabaquara e Butantã.
Italianos do Bexiga de Acherupita,
Alemães do Brooklin,
Ingleses na arquitetura da Estação da Luz.
A liberdade oriental de japoneses, coreanos e chineses.
Espanhois que como tantos outros europeus vieram pros cafezais paulistanos…
Casarões evoluídos em prédios da Avenida Paulista, da alta sociedade aos grandes bancos.

São Paulo revolucionário.
O 9 de julho contra Getúlio, MMDC jamais será esquecido.
Os operários de Tarsila de Amaral aos poemas antropófagos de Oswald de Andrade.
Macunaíma de Mário de Andrade, a grande paixão da pintora Annita Malfatti.
Aos modernistas no santo palco do Teatro Municipal.

O Masp desenhado por Lina Bo Bardi ao refúgio verde do Trianon,
jamais haverá um paulistano, que na luta pelo sonho, dirá Não.

São Paulo de Piratininga do Padre Anchieta,
Aquela da manhã chuvosa na pequena vila da Capitania de São Vicente.
Janeiro de 1554, nascia a terra das oportunidades.
Por séculos a terra das pequenas ocas de pau-a-pique…cidadezinha do interior.
Hoje a terra dos milhões de carros, ruas, esquinas e pessoas.

Terras de gente daqui e do outro lado, que completa todo esse plano quadrado.
Quadrado periférico, desorganizado…
que tanto parece ser bem acomodado.

São Paulo, meu caso de amor eterno, minha terra de onde não tiro os pés…
te amo tanto que não largo meu mapa do marco zero da praça da Sé.
Brasil dos bandeirantes que daqui partiram, hoje trouxeram os olhos do mundo a você.

Parabéns, minha amada terra que Comanda, mas não é comandada.

Por São Paulo, um só coração.

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