#SP458anos: São Paulo e a solidão que é contada nas HQs

Por Raphael Ezonne

O Cherryouth começa hoje uma pequena homenagem à nossa gigantesca cidade, São Paulo. Serão cinco postagens durante esta semana, nas quais vamos mostrar à vocês o que nosso município querido nos oferece e que atrai milhões de pessoas, durante cada dia do ano.

São pessoas de diferentes lugares do país, do mundo, de diferentes etnias e classes sociais. Cada uma delas busca uma coisa diferente na capital, desde algo para se distrair em um simples final de semana, até um teto para morar durante uns quatro anos da faculdade.

Foi pensando em homenagear essa grande cidade, que alguns artistas brasileiros e estrangeiros transformaram São Paulo em uma história em quadrinhos.

A dupla brasileira Fábio Moon e Gabriel Bá, criadores da minissérie “Daytripper”, lançada pela editora Panini, ganharam o prêmio Eisner, prêmio mais importante do mercado HQ, que traz a capital paulista tanto como cenário quanto como protagonista. Os irmãos escolheram lugares do Centro, como o Teatro Municipal e o Edifício Martinelli, para ambientar as diferentes fases da vida do personagem principal de sua obra, o escritor de obituários Brás de Oliva Domingos.

Já o quadrinista Rogério Vilela, de 41 anos, vê São Paulo como uma possibilidade de ampliar os temas dos quadrinhos no Brasil. Seu trabalho atual, “Joquempô” da editora Devir, distancia-se completamente desse paradigma e busca retratar a vida em São Paulo, de pessoas sozinhas que procuram seu lugar no mundo. Na imagem abaixo, é possível visualizar o metrô da linha 2-Verde de São Paulo.

O perfil do paulistano “underground” que circula nessa região, aliás, é bastante retratado nos quadrinhos – caso de “Peixe peludo” da editora Conrad, de Rafael Moralez e Rodrigo Bueno. Esse tipo de personagem acaba contrastando com o perfil da elite conservadora.

É interessante a visão de cada um dos artistas que criaram cada um destes quadrinhos, que se assemelha no modo de pensar de cada um que forma a população paulistana, seja nascido aqui ou não. O que é evidente nos quadrinhos citados é que ao mesmo tempo que se tem tudo em São Paulo, não se tem nada, porque a solidão é algo constante nas histórias cinzentas que rondam a cidade.

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