O Brasil tomou uma atitude intolerante no caso Rafinha Bastos?

Por Raphael Ezonne

Nos últimos dias, estamos percebendo o quanto as redes sociais vem disseminando palavras que foram ditas por pessoas da mídia.

Recentemente, em um dos dias de shows no Rock in Rio, a atriz Christiane Torloni soltou uma fala que, mal ela saberia que viraria um “meme”, expressão que se populariza em sites de relacionamento. O “Hoje é dia de rock, bebê” custou a sua participação na divulgação do “Rio +20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”.

Estar à frente do “Amazônia para Sempre”, com Victor Fasano – projeto que visa proteger a floresta – não foi o suficiente para mantê-la como uma espécie de divulgadora do Rio +20. Não deveria ser levado em conta que a frase de Christiane (sempre ética, classuda, colocada) ganhou a simpatia do País inteiro?

Essa postura mais radical também pode ser vista no caso Rafinha Bastos. Após uma piada infeliz feita à cantora Wanessa, dizendo que ele seria capaz de “comer a cantora e seu filho”, ele foi afastado do programa “CQC”, na Rede Bandeirantes, sendo alvo de piadas internas na emissora, quase recorrendo sua própria demissão. O humorista gaúcho ainda poderá ser condenado a três anos de prisão e a pagar uma multa de R$ 600 mil, caso ocorra a rescisão de contrato com a emissora do Morumbi.

O humor improvisado que vem dando certo no Brasil nos últimos meses pode estar com os dias contados? Falas repentinas, coisas que vêm à cabeça, esse é o humor que o país está se acostumando. Inicialmente com os “Barbixas” que deram base ao programa “Quinta Categoria” na MTV e dando oportunidade para outros que vieram logo em seguida, como os “DEZnecessários” e sem esquecer da turma do “Terça Insana”. Esse tipo de humor talvez devesse ser enxergado com outros olhos, mas claro, com responsabilidade naquilo que é tratado como cômico.

Comparações entre Rafinha e políticos corruptos circulam pela internet, dizendo que quem deveria estar preso não está. Sou da opinião de que dois fatos distintos não podem ser comparados, sendo que os dois não deixam de serem práticas absurdas, dignas de irresponsáveis. Fazer um paralelo não é a melhor escolha. Mas ainda vejo que há uma certa repressão por parte de pessoas que não toleram, talvez, essa popularização de falas e fatos, que por mais simples que possam ser, são repudiados de forma pública, o que aumenta a gravidade dos acontecimentos.

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