“Alice no País das Maravilhas” comemora 60 anos

Por Raphael Ezonne

As aparências realmente enganam. Apesar dos seis anos de idade da personagem Alice, criada pelo escritor Lewis Carroll e eternizada pelo desenho da Disney de 1951, a garotinha já não é mais tão nova assim. Nesta quinta-feira (28), a estreia da animação nos cinemas dos Estados Unidos completa 60 anos.

“Alice no País das Maravilhas” é a obra mais conhecida de Charles Lutwidge Dodgson, publicada a 4 de julho de 1865 sob o pseudônimo de Lewis Carroll. É uma das obras mais célebres do gênero literário nonsense. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.

O filme que fora baseado no livro, ainda possui uma continuação: “Alice do Outro Lado do Espelho”, e ambos influenciam ainda diversos autores e filmes como “A Liga Extraordinária”, de Alan Moore e “Sandman”, de Neil Gaiman.

O livro inspirou várias adaptações cinemagráficas e televisivas. Porém os filmes originais e mais conhecidos mundialmente são “Alice in Wonderland” (1951), filme de animação tradicional da Walt Disney Animation Studios e “Alice in Wonderland” (2010), dirigido por Tim Burton, com a participação de Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco.

Aos 73 anos, é difícil reconhecer a voz de Alice na de Kathryn Beaumont (foto abaixo), a dubladora britânica  que emprestou a sua voz para dar vida a Alice na animação.  No entanto, a doçura e curiosidade da personagem continuam presentes (“de onde você fala?”, “faz calor aí?”, “que horas são no Brasil?”).

Segundo a atriz, foi muito especial passar a juventude nos estúdios Disney. Na época em que foi chamada para participar do filme “Alice…”, ela tinha cerca de dez anos e já era aficionada pelas obras do estúdio, que já tinha lançado “Branca de Neve“(1937), “Fantasia” (1940), “Bambi” (1942) e outros.

“Foi maravilhoso! Eu não acreditava que tinha conseguido o papel principal da produção e que iria trabalhar nos estúdios do Walt Disney. Quando chegou a hora de conhecê-lo, para assinar o contrato, estava muito nervosa. Sabe quando você encontra uma grande estrela e fica sem palavras?”

Conhecido por sua fama de grande empreendedor, o empresário, produtor e gênio das animações também era um homem simples e bastante simpático, como descreve Kathryn. Segundo ela, Walt Disney (foto abaixo junto com ela) era uma pessoa muito amigável e também tinha filhas, tendo facilidade em saber como se direcionar à uma criança e deixá-la confortável.

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