SP Arte: maior feira de arte do Brasil traz obras mais baratas

Por Raphael Ezonne, adaptado de UOL, por Mario Gioia

Fotografias de série recente da sérvia Marina Abramovic, uma das principais artistas contemporâneas, em duas galerias diferentes — a paulistana Luciana Brito e a prestigiada espanhola La Fabrica –, indicam que a 7ª edição da feira SP Arte, que é aberta nesta quinta-feira (12) para o público no Pavilhão da Bienal, está com um tom mais internacional.

“Hoje são 14 [galerias] do exterior, só três a mais que no ano passado, mas que atestam o interesse sobre a arte brasileira”, afirma Fernanda Feitosa, a diretora do evento, que se espalha por 13 mil m² do edifício projetado por Oscar Niemeyer no parque Ibirapuera. “Vejo de duas formas essa presença estrangeira. Uma é exibir para o público brasileiro trabalhos de artistas que não são vistos facilmente aqui no país. A outra diz respeito ao crescente prestígio da feira paulistana.”

Além da La Fabrica, que conta com Abramovic, podem ser destacadas a britânica Stephen Friedman e as norte-americanas Hasted Kraeutler e Leon Tovar. No total, são 89 galerias. O público do ano passado foi de 16 mil visitantes nos quatro dias de feira.

Nesta edição, a feira tem também obras mais baratas e pode ser um bom lugar para a compra de trabalhos de qualidade e de relativo preço baixo — ao menos nas cifras desse mercado — e obras que podem ser parceladas, dependendo da galeria. Espaços como o da Motor e da dConcept abrigam uma variedade de peças interessantes para colecionadores em começo de aquisições ou para quem procura boas ofertas. Na Motor, objetos de Bruno Mendonça custam R$ 700 e produções fotográficas apuradas de artistas já em circulação no mercado, como Mariana Tassinari podem ser adquiridas por uma faixa de R$ 2 mil a R$ 4 mil. Já na dConcept, um livro de artista de Ana Paula Lobo custa R$ 800; um desenho de Daniela Liu Herzog, R$ 1.200.

Peças com valor abaixo de R$ 1 mil não são tão fáceis de encontrar, mas o conjunto de estandes que inclui a Motor, a dConcept, a Amarelonegro, a Mezanino e a Emma Thomas, entre outras galerias, possuem oferta de obras em conta. O mais comum é serem ofertadas peças por menos de R$ 10 mil.

Galerias mais consolidadas no circuito, como a Zipper e a Eduardo Fernandes, oferecem também trabalhos com preços mais baixos. Na Eduardo Fernandes, fotografias de Ana Amélia Genioli e Rafael Adorján podem ser compradas por R$ 2.800. Um trabalho que utiliza vídeo de Fernando Velázquez, um dos principais nomes da arte e tecnologia no Brasil, é ofertado por R$ 8 mil.

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