O paraíso das loiras existe de verdade

Resort localizado nas Ilhas Maldivas terá apenas funcionárias loiras. As morenas usarão peruca

Há muito tempo, desde os primórdios da humanidade, a figura da mulher com cabelos claros sempre foi relacionada com o mais alto patamar da sensualidade que existe. Exemplos como o da atriz Marilyn Monroe que encantava os rapazes no auge da década de 50, ou então de famosas que vieram mais tarde, como a cantora Christina Aguillera que esbanjou sensualidade e simpatia na última versão do SPFW, no Brasil, justificam o sucesso das loiras com o público masculino.

O uso dos cabelos loiros traz uma imponência a mulher com os indivíduos que a cercam, quando usada de forma habitual, porém não sexualmente. A loira mais famosa de todos os tempos nasceu morena. Norma Jean Baker, uma operária de uma fábrica de hélices, clareou os cabelos a conselho da diretora de uma agência de modelos de Los Angeles. Com o visual renovado recebeu convites para posar em revistas e fez testes para o cinema. Com o nome de Marilyn Monroe virou uma estrela. A atriz costumava interpretar a personagem estereotipada da loira ingênua, cuja maior ambição é se casar com um milionário – um papel desmerecido e desmentido pelas evidências históricas, segundo a  autora do livro “On Blondes”, Joanna Pitman.

Marilyn Monroe sabia como ninguém usar o seu charme e exuberança para cativar os homens. Com as suas madeixas artificialmente loiras, ela fazia exigências nos sets de gravações, para que fosse a única mulher loira nas gravações.

Na busca por atenção, prestígio e poder, garotas morenas ou de cabelos castanhos não pensam duas vezes em recorrer aos descolorantes. Uma pesquisa recente revela que, nos Estados Unidos, apenas uma em cada 20 loiras é legítima, e uma em cada três mulheres usa tintura de tons amarelados. No Brasil, um estudo mostra que, de cada 15 loiras, apenas uma é autêntica. De acordo com um levantamento feito pelo sindicato dos fabricantes de tinturas, a cor dourada é a favorita de 47% do público feminino.

Mas a questão da vez, evidenciando todo o poder de sedução que as loiras conseguem mostrar aos mais apaixonados pelas mechas douradas, é a ideia de montar um resort nas Ilhas Maldivas. Até aí, seria um fato bem normal, se tratando de um lugar fantástico e com uma vista incrível, quando a ideia principal do negócio é divulgada: todas as empregadas do resort, obrigatoriamente, serão loiras. O resort deverá ocupar uma ilha privada nas Maldivas e ser aberto ao público em 2015. A empresa responsável é da Lituânia, a Olialia, e disse que receberá turistas de ambos os sexos, mas as hóspedes terão ainda a possibilidade de frequentar um centro educativo, onde poderão aprender, com professoras loiras a arte de “estar sempre perfeita e parecer maravilhosa”. O transporte para a ilha será feito através de um voo direto, cuja tripulação será também, exclusivamente, composta por loiras. A Olialia, que quer acabar com o esterotipo de que “as loiras são menos inteligentes”, é gerida apenas por mulheres loiras e já opera em 75 setores de mercado diferentes, desde software a alimentação e música. Mas elas enfrentam um problema: segundo a lei local, metade dos funcionários de uma empresa estrangeira precisa ser de nativos, sendo que estes são morenos. A solução para isso, segundo a gerente Lauryna Anuseviciut (foto no topo do post, à esquerda), é para que os habitantes das ilhas que trabalharem no resort pintem os cabelos de loiros, para ficar de acordo com a ideia proposta.

As ilhas Maldivas, um lugar paradisíaco onde podemos notar um contraste entre as cores azul e verde, é o lugar escolhido para montar o resort com funcionárias loiras.

Ideia semelhante, ou inspiradora talvez, podemos ver no filme “Mulheres Perfeitas’, com a atriz Nicole Kidman. A história retrata a rotina de uma executiva bem-sucedida que, após o fracasso de um reality show idealizado por ela, é demitida e sofre um colapso nervoso. Para descansar, seu marido a leva para uma cidade do interior, juntamente com seus dois filhos. Lá ela começa a notar uma estranha coincidência: todas as esposas, que por ironia do destino são loiras, obedecem com grande dedicação aos seus maridos, parecendo felizes com a situação. Veja uma cena do filme que mostra a ligação do bem-estar com o fato de ser uma loira ou ter uma esposa com essas características.

Não se sabe quando começou a adoração pelas loiras, mas há registros de que já existia nos tempos do Império Romano. Naquele período, as nobres e as cortesãs tinham o hábito de manter escravas loiras, geralmente prisioneiras vindas dos países nórdicos, para que fornecessem material para perucas douradas. Desde então, as loiras mandam no imaginário masculino. Marilyn Monroe sabia a força que emanava de seus cabelos, tanto que, a partir do momento em que se tornou famosa, adotou uma exigência contratual: tinha de ser a única loira no set. Não à toa, além de casos com Frank Sinatra e Yves Montand, ela teve, entre seus amantes, o presidente John Kennedy e seu irmão Robert. É o poder loiro.

Por: Raphael Ezonne

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