O balé invade o cinema com todo o seu estilo

Concorrente ao Oscar, “Cisne Negro” contará com história macabra

A doçura e o estilo do balé sempre encantou o público, com o desenvolvimento e leveza dos movimentos dos bailarinos. O filme, produzido através do espetáculo “O Lago Dos Cisnes”, que é um balé dramático, produzido pelo compositor russo Tchaikovsky, usa da dança para cativar os espectadores.

O filme narra uma história ambientada no mundo do New York City Ballet e traz a atriz de “Closer – Perto Demais“, Natalie Portman, na pele de Nina, uma bailarina que não consegue distinguir se sua rival, interpretada por Mila Kunis, é real ou uma ilusão. De tom dark e com porções recheadas de drama, violência psicológica e horror, a obra ainda conta com Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder, que está totalmente irreconhecível no elenco.

Veja algumas imagens que descrevem bem a grande estreia nacional nesta sexta-feira, dia 04 de fevereiro.

No filme, o francês Vincent Cassel é o conquistador Thomas Leroy, diretor da companhia de balé da qual Nina faz parte.
Quando o projeto do filme começou a ser discutido, as atrizes Rachel Weisz e Jennifer Connelly foram cotadas para viver a personagem Nina.
Grande parte das bailarinas e bailarinos que trabalharam como figurantes em Cisne Negro são membros da Academia de Balé da Pensilvânia.

A estreia do espetáculo original “Lago dos Cisnes” ocorreu no Teatro Bolshoi em Moscou, na Rússia,  em fevereiro de 1877, sendo um fracasso não por causa da música, mas sim pela má interpretação da orquestra e dos bailarinos, assim como a coreografia e a cenografia. O balé foi encomendado pelo Teatro Bolshoi em 1876 e o compositor logo começou a escrevê-lo. Obcecada em conseguir o papel principal de O Lago dos Cisnes no Balé de Nova York,  Nina é uma mulher determinada a ser perfeita e convive com uma mãe obcecadamente zelosa. Nem o diretor Darren Aronofsky escapa, mostrando seu lado obsessivo por temas psicológicos. Aronofsky também dirigiu “O Lutador”, que mostra um personagem que também se destrói por um objetivo.

O rosto angustiado e a técnica perfeita de Natalie atravessam o longa, onde sua personagem luta para ser o que não é: obscura e sensual, como pede o espetáculo. Ao mesmo tempo, sua rival é assim naturalmente.

Câmera na mão e cenas que beiram o terror mantêm a tensão em meio à leveza do balé. Cisne Negro, ao fim, é um filme de arte sobre a arte.

Por: Raphael Ezonne

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