Após trinta anos, Carpenters ainda conseguem transmitir o amor de suas canções

Depois do final da dupla, The Carpenters ainda é trilha sonora de jovens e adultos nos tempos de hoje

Disputando as paradas com outras bandas românticas da mesma época, The Carpenters criava o seu jeitinho próprio  de cantar as músicas. Um casal, um homem e uma mulher: nada melhor que uma formação dessas para cantar canções de amor, um motivo a mais para que seus fãs acreditassem nas letras destas, porque os outros conjuntos eram formados por mais doque dois membros. composta pelos irmãos Karen e Richard Carpenter. Com seu estilo melódico, eles levaram à parada de sucessos muitas canções no Top 40 da música americana, tornando-se representantes do soft rock e se incluindo entre os artistas mais representativos da década. Embora fossem referidos como “The Carpenters”, sendo “the” o artigo definido em inglês, o nome oficial do duo era simplesmente “Carpenters”.

No mesmo momento em que as canções que se tratavam de amor subiam no conceito das pessoas, o rock pesado também marcava presença, a suavidade das suas canções era procurada por pessoas que procuravam por tranquilidade, e talvez aquela famosa expressão “dor de cotovelo” que alguns relacionamentos faziam com que um dos parceiros tivesse essa sensação, assim como os brasileiros ouvem os sertanejos românticos com essa mesma finalidade.

Durante sua carreira de aproximadamente 14 anos, os Carpenters gravaram 11 álbuns, cinco dos quais continham músicas que atingiram o Top 10 das paradas. Fizeram turnês nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Japão, na Austrália, nos Países Baixos e na Bélgica. A carreira da dupla chegou ao fim com a morte de Karen em 1983 de parada cardíaca em função de complicações da anorexia nervosa. A cobertura jornalística dada ao fato na época aumentou a consciência da opinião pública sobre as consequências dasdisfunções alimentares, que eram pouco divulgadas na época de seu falecimento.

Os Carpenters estouraram nas paradas de sucesso em 1970 com a canção de Burt Bacharach e Hal David, Close to You” (clique aqui para assistir), que atingiu o topo e nele ficou por quatro semanas. A gravação seguinte, “We’ve Only Just Begun” (clique aqui para assistir), atingiu o segundo lugar e se tornou o maior sucesso da dupla no final de 1970.

Durante a primeira metade dos anos 1970, a música dos Carpenters foi um elemento principal das paradas Top 40. O duo produzia um som diferente com a voz de contralto de Karen no vocal principal, e ambos os irmãos nos vocais de fundo com harmonias densas. Ao seu papel como vocalista, pianista, tecladista e arranjador, Richard adicionou o de compositor em várias canções. Progressivamente, Karen deixou de ser a baterista do grupo, função desempenhada por outros bateristas.

Para promover suas canções, a dupla manteve uma inacreditável agenda de apresentações e aparições na televisão. Em 1973, aceitaram um convite para se apresentar na Casa Branca para o presidente Richard Nixon e o chanceler da Alemanha Ocidental Willy Brandt.

A popularidade dos Carpenters frequentemente confundia os críticos. Com suas baladas doces e suaves, muitos diziam que o som do duo era meigo e meloso, enquanto a indústria fonográfica os premiava com Grammys, onde ganharam pelo menos três.

Entre 1973 e 1974 não houve muito tempo para lançar material novo. Como resultado, os Carpenters não lançaram disco novo em 1974, mas no início de 1975 fizeram uma versão de um outro sucesso, “Please Mr. Postman” (clique aqui para assistir), que atingiu o primeiro lugar das paradas mas foi último a tingir esse posição. No mesmo ano “Only Yesterday” foi lançada, e entre 1975 e 1976 foram lançados os discos HorizonA Kind of Hush. Mas a essa altura as canções não faziam mais o sucesso de antes, tanto que “Goofus” nem chegou ao Top 40.

No meio da década de 1970, o excesso de turnês e as longas sessões de gravação começaram a cobrar caro da dupla o esforço e contribuíram para as dificuldades profissionais enfrentadas no final dessa década. Karen fazia dietas obsessivamente e desenvolveu anorexia nervosa (foto abaixo), a qual se manifestou pela primeira vez em 1975, quando uma exausta e enfraquecida Karen foi forçada a cancelar apresentações no Reino Unido e no Japão. Richard, enquanto isso, desenvolveu dependência de soníferos, que começaram a afetar seu desempenho no final dos anos 1970 e levaram ao fim das apresentações ao vivo da dupla em 1978 e à sua internação em uma clínica.

Em 1982, Karen foi a Nova York procurar tratamento com o psicoterapeuta Steven Levenkrom para suas desordens alimentares decorrentes da anorexia nervosa, voltando naquele mesmo ano disposta a refazer sua carreira. Ela rapidamente ganhou 5 quilos em uma semana, o que aumentou os danos a seu coração, resultado de anos de dieta e abusos. Em fevereiro de 1983, Karen sofreu uma parada cardíaca na casa de seus pais e teve sua morte declarada, aos 32 anos. Karen, vestida de rosa, foi posta em um caixão aberto, e deu-se o fim de uma das duplas mais brilhantes da história, mesmo Richard ter tentado continuar carreira solo, o que não obteve bons resultados.

E recentemente, a música dos Carpenters foi usada novamente em um vídeo que está fazendo sucesso. Gravada originalmente pelo conjunto The Mamas and The Papas e posteriormente feita uma versão especial pelos irmãos Carpenter, Magali, a personagem criada pelo desenhista Maurício de Souza aparece dançando no Rio de Janeiro em uma versão remixada de “California Dreamin'”, também da dupla. Alcançando quase um milhão de visualizações, a dançarina que deu o espírito à boneca mostrou o rosto em reportagem a um portal de notícias da internet, e mostrou alguns dos passos usados no vídeo original.

Por: Raphael Ezonne

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