Qual seria a sensação de ser enterrado vivo?

Idosa morre após ter quase sido enterrada viva. Reveja casos que surpreenderam o país em épocas passadas

Imagine você, enclausurado em um ambiente totalmente minúsculo, sem a presença de ar, ou mesmo de qualquer elemento que emita luz e calor. Um lugar recôncavo, escuro, não é um bom recanto para ninguém, isso é óbvio.

No Brasil, alguns casos isolados de pessoas que são enterradas vivas assustam a população, e traz à tona esse medo humano de morrer, o que também faz com que muitas pessoas se apeguem em suas religiões, sejam elas adeptas a movimentos espíritas que creem em uma possível reencarnação, ou em outras que acreditam que a vida na Terra é apenas uma.

Evidentemente, nesses casos a religião não se torna um fator influente, mas o medo de morrer se aflora quando vemos casos, como este que aconteceu esta semana: uma senhora de 88 anos de idade foi dada como morta pelo Hospital Municipal de Ipatinga, em Minas Gerais, e na funerária teria se mexido dentro do caixão. Ela voltou à UTI, mas dois dias depois, faleceu, literalmente.

Na funerária, antes do óbito, ao ser percebido que a senhora apresentava sinais vitais, ela foi levada de volta ao hospital. Sua neta contou que foi uma das primeiras a chegar para acompanhar a avó (foto à esquerda), que voltaria a ser internada. Ela disse que a senhora estava de lado, dentro do caixão no carro da funerária, na porta do pronto- socorro do hospital, respirando e se mexendo mais do que antes.

Mas não é de hoje que presenciamos casos escabrosos como estes: o corpo humano pode passar por diversos processos metabólicos, ou então de extenso relaxamento que pode ser comparado a um falecimento. Diversos exames podem verificar a autenticidade desse fato marcante, mas que por falta de diversos fatores, muitos podem comprovar a morte mesmo sem tanta certeza.

Em outubro deste ano, um aposentado passou pela mesma situação: ele também quase foi enterrado vivo, mas na véspera de seu funeral, foi constatado que ele ainda estava vivo, mas faleceu treze dias depois, após ter ficado internado, possivelmente vítima de um infarto.

Como faz parte de um ritual feito pelos índios de sua tribo, mães solteiras devem enterrar vivos os seus filhos. Foi o que aconteceu com Amalé, logo que nasceu, mas que fora salvo por sua tia. Hoje, o indiozinho tem seis anos, e se destaca entre as outras crianças por causa deste fato.

Em 2008, logo que nasceu, um índio da etnia kamaiurá, de Mato Grosso, foi enterrado vivo pela mãe, Kanui. Seguia-se, assim, um ritual determinado pelo código cultural dos kamaiurás, que manda enterrar vivo aqueles que são gerados por mães solteiras. Para assegurar que o destino dele não fosse mudado, seus avós ainda pisotearam a cova. Ninguém ouviu sequer um choro. Duas horas depois da cerimônia, num gesto que desafiou toda a aldeia, sua tia empenhou-se em desenterrar o bebê. Ela lembra que seus olhos e narinas sangravam muito e que o primeiro choro só aconteceu oito horas mais tarde. Os índios mais velhos acreditam que o indiozinho só escapou da morte porque naquele dia a terra da cova estava misturada a muitas folhas e gravetos, o que pode ter formado uma pequena bolha de ar.

Mas um caso que é lembrado até hoje por pessoas que viveram nesta época, foi a morte do ator brasileiro Sérgio Cardoso (foto à direita). Apesar de ser negada até hoje por seus parentes e por sua ex-esposa Nydia Licia, com quem fora casado por dez anos, ainda aparecem rumores que ele foi sim, enterrado vivo, e que supostamente abriram seu caixão para fazer uma exumação. Quando desenterrado, estaria virado de bruços com o rosto desfigurado. Desconfia-se que se estrangulou ao ter despertado e se dado conta da situação desesperadora. A sua roupa encontrava-se rasgada após apenas uma semana de enterro, alguns cabelos tinham sido arrancados e sua face estava boquiaberta de pânico. Só que isso foi posteriormente desmentido.  Mas seja em que hipótese isso ocorra, a sensação não deve ser a das melhores, e por mais que muitos digam que não têm medo, a aflição sempre bate, ainda mais que podemos nos encontrar de mãos atadas em circunstâncias que não teremos mais autonomia sob nossas vidas. É rezar, e muito.

Por: Raphael Ezonne

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