Satyros comemora aniversário na Praça Roosevelt

Edição de festival traz 78 horas de atividades culturais com companhia de teatro

Adaptado de Jornal Agora São Paulo

Fala sério, o teatro nunca esteve tão presente na vida do paulistano, né? As opções do que se fazer nas noites da cidade nunca foram tão variadas, onde a diversão é algo sagrado em todas elas.

É por isso, que a Companhia de Teatro “Os Satyros” comemora os seus dez anos com o evento “Satyrianas 2010 – Uma Saudação à Primavera”, na praça Roosevelt, na região central da cidade. A 11ª edição do festival começará no dia 25 de novembro e terminará no dia 28. Serão 78 horas de atividades de todos os tipos, como teatro, música, cinema, fotografia, exposições e algumas palestras feitas por integrantes do grupo.

A Praça Roosevelt possui um conjunto arquitetônico de concreto construído na década de 1960 sobre a passagem subterrânea entre o Elevado Costa e Silva e a Ligação Leste-Oeste. A praça já foi conhecida também como Praça da Consolação.

O evento não se restringe apenas à Praça Roosevelt, mas conta também com outros 30 espaços culturais que também participarão do festival. Nomes como os atores Danton Mello e Denise Fraga, a cineasta Laís Bodansky e o autor de novelas Walcyr Carrasco estarão presentes na festividade.

Roberto Zucco, um dos dramas da Companhia Satyros, também estará em “Satyrianas 2010 – Uma Sauação à Primavera”

No ano passado, segundo Gustavo Ferreira, que é o coordenador geral do evento, receberam cerca de 54 mil pessoas, e diz que ainda espera receber mais pessoas em relação a última edição.

Para quem não sabe, a Praça Roosevelt passou por uma reforma, e assim, as tendas serão montadas em um terreno que fica na esquina entre as ruas Augusta e Caio Prado. Serão quatro tendas com espetáculos, textos inéditos, exposições de fotos, poesia, relaxamento, massagens e muitas palestras.

Desde outubro do ano passado, a Satyrianas tornou-se oficialmente parte do Calendário Cultural do Estado de São Paulo. Sua última edição reuniu mais de 50 mil pessoas em quatro dias de atividades ininterruptas. É uma ode à democracia cultural. Reune gente de diferentes idades, guetos e promove atrações gratuitas ou por meio do “ingresso consciente” (em que o público paga o que quer). Um projeto que nasceu pequeno com intuito de discutir questões como a situação do teatro brasileiro, promover encontros entre artistas e divulgar a arte, e que agora é tão concorrido quanto os grandes eventos culturais da metrópole. Mas tudo com o despojamento de sempre. A Satyrianas tomou grandes proporções, mas mantemos a filosofia de encarar o evento como uma grande festa. Não é o festival de Cannes.

Por: Raphael Ezonne

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