Brasil elege a mulher mais poderosa do mundo

Após eleição defensiva, Dilma é eleita presidente do Brasil, e tem que provar aos analistas que política externa será atuante

Passada uma eleição com mais ataques políticos do que com a essência política em si, o Brasil elegeu em segundo turno a primeira presidente do sexo feminino que o país já teve. Sem dúvidas, uma vitória para todos nós, que a cada dia estamos quebrando barreiras e conquistando méritos que só o tempo e o poder dos brasileiros podem trazer. A participação da mulher em cargos públicos foi conquistada depois de muita luta, até mesmo durante a ditadura militar, onde estava Dilma, lutando pelos ideais políticos justos e que seriam conquistados anos depois, para a felicidade geral da nação.

A mulher que começará a andar com as próprias pernas, será a mesma que baseará seu programa de governo de seu antecessor, o ainda presidente Lula. As propostas de tirar pessoas da linha da miséria, de tratar os mais humildes com a atenção especial e equiparar este tratamento com as outras partes do país são as suas promessas que deverão ser cumpridas, aliadas com o olhar feminista, um jeito materno de cuidar das pessoas como se fossem seus próprios filhos.

Em abril de 2009, Dilma declarou que estava em fase de tratamento de um linfoma, e que já havia sido retirado um tumor. O linfoma é um câncer no sistema linfático, que é responsável pela defesa do corpo. Por esse sistema circulam os glóbulos brancos. Eles atuam no combate a doenças provocadas por vírus ou bactérias.

A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos que isso – sobre o seu rival mais próximo nas eleições, José Serra.

Mesmo nascida em uma família que tinha algum poder aquisitivo evidente, o jeito simples que Pétar Rousseff e Dilma Jane criaram seus filhos pode ter contado com a forma que foi trabalhada a sua personalidade ao longo de sua vida.

Durante grande parte da História do Brasil, as mulheres não tiveram participação na política, pois a elas eram negados os principais direitos políticos como, por exemplo, votar e se candidatar. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito do voto. Também puderam se candidatar a cargos políticos. Nas eleições de 1933, a doutora Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira.

Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira deputada federal no Brasil, de formação médica e pedagoga. eleita pelo estado de São Paulo em 1934, fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional. Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças, trabalhava por melhorias educacionais que contemplassem melhoria no tratamento das mulheres. Além disso, publicou uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira.

E com a conquista feminista através das reuniões que elas faziam entre si, e que foi muito criticada por machistas e pessoas que apenas achavam que o homem é que nascera para a política, que foram aparecendo pessoas, ou melhor, mulheres, que mostraram ao resto do país que “elas” tem tanta competência para se administrar um cargo público como um homem, rodeado de outros homens.

A atual deputada federal Luiza Erundina, nordestina de nascimento com muito orgulho, foi subestimada por causa de onde nasceu, e também por simplesmente ser mulher. E se candidatou em 1988 à prefeitura de São Paulo, que está entre as quatro maiores cidades do mundo.
Eunice Michiles é professora e foi eleita em 1979 a primeira senadora mulher no Brasil. Nascida na capital paulista, mudou-se para o município de Maués, no Amazonas, após o casamento, onde ocupou diversos cargos da administração municipal pela sua ligação com a área da educação. Em 1974 foi eleita deputada estadual, cargo que ocupou até 1978. Hoje tem 81 anos.
Roseana Sarney é a atual Governadora do Maranhão desde 17 de abril de 2009, e candidata reeleita com 50,08 % dos votos para exercer mais 4 anos de mandato a partir de 2011. Foi eleita governadora do Maranhão, a segunda mulher a assumir o cargo no país. A primeira foi Iolanda Lima Fleming, que foi governadora do Acre.

E agora, acreditando mais ainda que a mulher conquistou muito da política brasileira e que está para conquistar muito mais daqui para frente, que depositamos a confiança e a experiência que Lula vai passar para Dilma, sendo que ela já observou e muito bem como que funciona o Governo Federal na época em que foi Ministra de Minas e Energia e também na Casa Civil.

Por: Raphael Ezonne

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