o jardim suspenso de são paulo

Artista mexicano cria jardim suspenso sobre o Rio Tamanduateí

Talvez a paisagem urbana e cada vez mais cinza da cidade de São Paulo esteja causando um grande desconforto por parte da população. Os outdoors, aquelas placas gigantescas que sujavam as ruas em época de tempestade foram banidas, e letreiros comerciais tiveram que se adequar. Mas e quanto ao verde? O Governo de São Paulo plantou milhares de mudas de árvores nas margens do Rio Tietê, um dos rios mais poluídos da capital paulista e que recebe muito esgoto doméstico. Mas, olhando agora para a região central da cidade, uma das regiões menos arborizadas, um artista mexicano resolveu dar uma ajuda para que a área tenha sua atenção especial.

Cerca de nove árvores foram “plantadas” sobre o Rio Tamanduateí. As árvores içadas fazem parte da instalação “Errante” que integra o projeto “Margem”, do Itaú Cultural, que, sob curadoria do urbanista Guilherme Wisnik, planeja a criação de intervenções site-specific em cidades brasileiras, tendo como tema de reflexão os rios urbanos e suas margens.

O responsável pela instalação é o artista mexicano Hector Zamora, que mora no Brasil há cerca de três anos. Apaixonado pelo nosso país, nasceu na Cidade do México em 1974, participou de exposições como a Bienal de Havana (2006), Insite_05, em San Diego (2005), “Eco arte contemporâneo mexicana” no Museu nacional Reina Sofia, em Madrid (2005). Realizou individuais Em Nova Dehli (2005), galeria Enrique Guerrero, Cidade do México (2005) e Casa Encendida, Madri (2005).

O mexicano Hector Zamora estudou Geometria Estrutural na Faculdade de Arquitetura do México (UNAM).

Sua obra mais famosa, e bastante polêmica, “Revolución 1608, bis”, foi realizada numa exposição do Museu de Arte Carrillo Gil, na cidade do México. O artista construiu uma habitação provisória, na qual viveu por três meses, colada numa das paredes externas do museu. A casa, em formato de casulo, foi construída com materiais precários e imitava as construções informais, um grande problema num local tão populoso como a Cidade do México. Recorrendo a conhecida prática de realizar ligações elétricas e hidráulicas ilegais (os chamados “gatos”, no Brasil) o artista desviava energia e água do museu. Mas a aparente simplicidade da construção escondia as dificuldades arquitetônicas e de engenharia que ela demandou e, sobretudo, contrastava com os altos custos da obra: mais de 30 mil dólares.

Considerada uma de suas obras mais polêmicas, Zamora fez uma moradia externa às paredes do Museu de Arte Carrillo Gil, no México.

As instalações bizarras de Zamora são bem conhecidas pelo mundo, onde ele usa de temas importantes da sociedade, desde o meio ambiente até a moradia, de forma que as pessoas que passam pelas ruas, admirem ou tenham alguma crítica em relação ao que está sendo exposto.

O Jardim Suspenso de São Paulo retrata muito bem essa realidade, o verde que está cada vez menos ao alcance da população. Podemos vagamente lembrar do “Jardim Suspenso da Babilônia” que virou uma canção na voz de Rita Lee.

Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico foi encontrada, exceto um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água.

Por: Raphael Ezonne

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