apoio artístico conta em época de eleição?

Artistas e intelectuais lançam seus manifestos de apoio. Mas o apoio de famosos é uma arma para ganhar uma eleição?

Pois é, já estamos na reta final das eleições. Infelizmente, muito do que não sabíamos dos candidatos estão se revelando há poucos dias do segundo turno. Artimanhas que jamais poderíamos acreditar que pudessem acontecer e que atitudes cabíveis para puni-las não serão tomadas tão cedo. Como forma de “tapar o Sol com a peneira”, muitos deles não admitem tais falhas e apenas dizem que deve ser investigado, mas que o povo todo sabe que “termina em pizza”. Mas agora a palavra é “apoio”. A candidata do PT, Dilma Rousseff ainda se mantém na liderança à frente de José Serra, do PSDB. Ambos, um para consolidar a vitória e outro para tentar dar uma virada, conseguem apoio eleitoral, o que pode despertar os eleitores finalmente o pensar politizado, talvez, ou então um estímulo para que votem neles, caso ainda muitos não tenham escolhido o seu candidato.

O Cherryouth mostra alguns dos apoios artísticos dos candidatos à presidência da República.

Nota-se que pessoas que tiveram ligação com o combate à ditadura na época em que ela ocorreu e outros membros que já foram do Governo Lula, declararam apoio à Dilma Rousseff, e até cineastas brasileiros. Mas, um cineasta não declarou apoio: José Padilha, diretor do filme “Tropa de Elite 2” disse que não apoia Dilma, contrariando o que o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, havia discursado. O ato falho foi motivo de desculpas da parte de Artur.  José Padilha lançou uma nota, dizendo: “Parafraseando o filósofo americano Henry David Thoreau, gostaria de esclarecer que eu não pertenço a nenhum partido, grupo político, agremiação, sindicato ou lista de apoio a candidatos, na qual eu não tenha me inscrito voluntariamente; e que ao contrário do que certos sites e tweets têm afirmado, e do que consta em lista de apoio enviada por um grupo que apoia a candidata do PT para os grandes jornais brasileiros, eu não aderi a candidato algum nesta eleição pelos motivos explícitos em ‘Tropa de Elite 2’. É uma pena que a falta de crítica e de compromisso com a verdade esteja sendo a principal marca dos dois lados desta campanha presidencial. Um desrespeito ao eleitor brasileiro”.

José Padilha desmentiu o apoio político que o presidente da CUT, Artur Henrique, havia divulgado. Dilma disse que não aceita apoios políticos que não sejam voluntários. José Padilha afirmou em nota que não apoia Dilma por uma razão, que é explícita no filme “Tropa de Elite 2”.

José Serra conseguiu apoio voluntário por parte de muitos artistas da Rede Globo, que é criticada por muitos por parecer pouco imparcial entre os dois candidatos, e sugerindo um apoio indireto na candidatura de José Serra.

O ponto crítico da candidatura de José Serra nesse segundo turno é a pedra no sapato colocada por Dilma Rousseff, que insiste em debates e programas eleitorais ser o principal motivo em não votar no tucano: o caso do desvio de cerca de R$4 milhões de sua campanha. Há alegações de quando Paulo Preto foi preso, teria dinheiro dentro da meia. Já Serra, usa da falta de preparo de Dilma, onde não teve sucesso em administrar uma loja de brinquedos na década de 90. “A única vez em que Dilma não teve chefe foi quando ela foi dona de uma loja de brinquedos em Porto Alegre. Sabe o que aconteceu? A loja fechou as portas” –  disse o narrador de seu programa político, e finalizou – “Ela não vai dar conta” [de governar o país].

Paulo Preto, vulgo Vieira de Souza é engenheiro (um ex-funcionário da estatal paulista Dersa, que administra e constrói rodovias) e apareceu em reportagens discretas de duas revistas (“Veja” e “Época”), tratado como “homem-bomba” dos tucanos. Teria arrecadado 4 milhões de reais, e sumido com o dinheiro. Ele nega, mas alguns tucanos confirmam.

A fala se refere a uma loja que a presidenciável abriu em 1995 para vender “bugigangas” e brinquedos (como bonecos da série “Cavaleiros do Zodíaco”) importados do Panamá. O empreendimento, divulgado pela Folha de S. Paulo em agosto passado, fechou em 1996. E ainda, em outra ocasião, o programa de Serra relembrou a situação da prefeitura de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em junho de 1988. Durante o programa tucano, o locutor ressaltou: “a Secretária de Finanças, Dilma Rousseff admitiu falta de dinheiro para pagar até o funcionalismo”.

Em seguida, o locutor completou: “no auge da crise, ela deixa o cargo. Os servidores entram em greve e Porto Alegre mergulha no caos”, referindo-se à atual candidata do PT à presidência. “Não tinha um único centavo no caixa para pagar sequer o salário do mês”, disse Políbrio Braga, sucessor da ministra em Porto Alegre. Braga enfatizou ainda o despreparo de Dilma para assumir cargos políticos: “Dilma é absolutamente despreparada para a função”.

Políbio Braga que ocupou o cargo de Dilma Rousseff na Secretaria de Finanças de Porto Alegre, afirmou: “Não tinha um único centavo no caixa para pagar sequer o salário do mês, [na época de Dilma Rousseff]. Dilma é absolutamente despreparada para a função”.
Agora, só depende de você. 

Por: Raphael Ezonne

 

masantos7713@hotmail.com
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