a sociedade brasileira pelas mãos de siron

Artista plástico brasileiro tem reconhecimento mundial por suas obras

Nascido na Cidade de Goiás, com seus 63 anos de idade, Siron Franco, ou então Gessiron Alves Franco que é seu nome verdadeiro já conseguiu prestígio mundial através de seu talento. O reconhecimento foi conquistado após anos de puro desenvolvimento de suas peças, e muito tempo para que tudo saísse do jeito planejado.

Atualmente, algumas de suas obras estão em exposição no CAIXA CULTURAL, no Conjunto Nacional na Avenida Paulista, em São Paulo.

O Figueiredo” se tornou uma de suas obras mais importantes, e foi produzida em 1980.

A história de Franco começou na roça, onde nasceu. A família se mudou para Goiânia, onde ficaram por ali pelos próximos vinte anos. Um bairro de classe média baixa, onde exatamente nessa localidade ocorreu em 1987 o conhecido “Acidente radioativo de Goiânia”, provocado pela exposição do elemento químico Césio-137. Este acidente foi posteriormente abordado pelo artista em uma de suas obras mais importantes e conhecidas, a Série Césio.

Siron fez uma série de obras baseadas no acidente radioativo em Goiânia, chamados de “A Série Césio

Ele já fez participação em oito exposições coletivas: “Cem anos de arte brasileira”, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. “Vida e arte do circo”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. “Arte Latinoamericano de los Noventa”, no Art and Culture Center of Hollywood. “Bienal Brasil Século XX”, na Fundação da Bienal de São Paulo. “América” noMASP, São Paulo. “Os novos viajantes”, no SESC Pompéia, São Paulo. “Paisagens”, na Galeria São Paulo. Em julho, o artista foi convidado para participar do prêmio MARCO, no Monterrey Museum of Contemporary Art. A obra enviada, um políptico intitulado “Marcas na tela”, passou a fazer parte do acervo do museu. Além dessas, realizou três exposições individuais: em maio, na Durini Gallery, em Londres. Em outubro e dezembro “Siron Franco – pinturas recentes”, montadas na Bolsa de Artes em Porto Alegre e na Elite Fine Arts, em Coral Gables.

Com as fantásticas instalações, conseguiu criar “Instalação Intolerância 2001”, uma série de obras expostas de forma consistente no ambiente em que estavam...
…simbolizando o uso de 850 corpos humanos para a exibição da peça.
Imitando uma cabeça humana, a instalação “Intolerância” mostra os constrastes da sociedade em que vivemos. Nestas, por exemplo, o uso de aço foi bastante explorado.

Ele ocupa uma posição de protagonista no cenário artístico brasileiro, conquistada sem fazer parte de grupos ou de movimentos teóricos como os que se sucederam ao longo de algumas décadas a partir dos anos cinquenta, quando eclodiram as linhas de pensamento artístico que balizaram a produção de arte no Brasil, durante aquele período e por uma longa temporada que estendeu quase até meados dos anos oitenta.

A facilidade

A facilidade em que Siron tem para compor suas obras com diversos materiais lhe dão o prestígio necessário exatamente por isso. Ele compôs obras à base de tinta à óleo (acima) e também de cerâmica e outros materiais. Guache também é um material muito usado pelo artista (abaixo), principalmente no uso sobre papel e na mistura com outros componentes.

Siron teve uma trajetória incomum como artista, seja porque ela acontecia completamente fora dos eixos tradicionais de influência cultural ou porque diferia, essencialmente pela originalidade de sua pintura, da expectativa que era disseminada como orientação aceitável ou previsível pelas escolas, pela mídia ou pela moda, e que fora adotada por muitos artistas sintonizados com essas vertentes.

Naturalmente curioso e um voraz observador do cotidiano que o cerca, tornou-se capaz de criar um rico imaginário como poucos artistas o fizeram – graças a um trabalho fervoroso dedicado à pintura e ao desenvolvimento de uma técnica muito particular que o pintor foi aprendendo de maneira sempre mais aprofundada em sua concentração diária e na disciplina solitária de seu atelier.


Exposição: Siron Franco – Segredos – Pinturas Esculturas
Datas: de 11 de setembro a 17 de outubro de 2010
Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados, das 10h às 21h.
Local: CAIXA CULTURAL São Paulo – Galeria Vitrine da Paulista – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2083
Cerqueira César, São Paulo (SP) – Metrô Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400 (Acesso para pessoas com necessidades especiais)

Entrada: franca
Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Por: Raphael Ezonne

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Um comentário sobre “a sociedade brasileira pelas mãos de siron

  1. É interessante, mas acho que ainda estou preso aos trabalhos impressionistas e acadêmicos. A mistura de materiais usados como por exemplo, guache, óleo, acrílico, adesivos, colas coloridas, etc, acho maravilhoso e para mim é muito bem vindo pois arte é a mistura de tudo isso para a composição de uma peça.

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